Martes, 05 de agosto de 2008





Transição


É tão fria a cova e tão escuro o horto
onde depositam meu corpo doente!
_ Como a cova é fria se o corpo é morto?
A partir de agora só a alma sente...

Ah! Esta cama rude onde estou deitado
e este quarto escuro e tão bem fechado!
Tento levantar, mas estou tão cansado...
Que rumor é esse ali no quarto ao lado?

Há um jardim bem perto: sinto o odor das flores.
Quero levantar, mas estou tão cansado...
Estou tão cansado mas não sinto dores.
E o rumor aumenta ali no quarto ao lado.

_ Desçam o caixão! _ diz alguém lá fora.
Quem morreu enquanto estive dormindo?
Bem perto da porta ouço alguém que chora,
lamentando a sorte de quem vai partindo.

Quero levantar, faço força tamanha
mas tenho as mãos inertes e o corpo duro.
Agora o padre reza numa língua estranha,
enquanto fico preso neste quarto escuro.

Está caindo terra sobre o telhado.
Parece que o mundo está desabando...
Falta-me o ar neste quarto fechado
e lá fora há uma multidão chorando.

Sinto um tremor leve, um breve arrepio...
Já quase nada mais estou sentindo.
Por que não me tiram deste quarto frio?
Alguém morreu enquanto estive dormindo.

É tão fria a cova e tão escuro o horto
onde depositam meu corpo doente!
_ Como a cova é fria se o corpo é morto?
A partir de agora só a alma sente...

(Poesia classificada em 2º lugar no Prêmio Cataratas 2006, da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, e menção honrosa no Prêmio Cidadão de Poesia, de Limeira - SP)

***

Herança

E eu morro a cada dia
quando cada coisa morre.
Outrora Deus me socorria;
agora já não socorre...

Vai um pássaro, coitadinho,
de hirtas e opacas asas.
Vai com ele um bocadinho
da minha alegria tão rasa.

Vão-se o amigo, o cão, o gato, o boi,
tudo vai nesta infalível jornada.
Só fica a angústia do que foi
na minha memória cansada.

Até um jovem filho se vai
sem mesmo saber pra onde,
na vã liberdade que atrai
e mil armadilhas esconde.

Nenhuma alegria perdura
e todo gozo é passageiro.
Só de tristeza há fartura
todo dia, o ano inteiro...

Quando eu me for [e será breve!]
levarei comigo esta carga.
Não quero que alguém herde
tanta lembrança amarga.


(A confecção deste poema foi um caso à parte, diferente dos demais poemas meus, que normalmente levam horas, às vezes dias para ser finalizados. Herança veio de uma golfada; nasceu, se muito, em trinta minutos, já pronto pra se mostrar ao mundo.)

***

Súplica

Reza por mim, amor.
Reza por mim
e não serei um mero grão disperso,
e não serei um anel de Saturno
desgarrado, solto no espaço-tempo
da Eternidade.
Que aqui tudo é mistério,
tudo é descoberta,
há outro sentido,
outro conceito de Existência.
Aqui não há espera,
só a lembrança fugaz,
só a vaga imagem do teu rosto
na moldura do Infinito.
Não te deixei, amor,
roubaram-me de ti,
despejando-me no vácuo do tempo.
Reza por mim,
fumaça disforme ora diluída,
ora rejuntada,
assumindo formas várias e inúteis,
bailando aos dissabores
da inconsciência.
Reza por mim, amor.
Imagina-me como um lago
de águas puras, serenas,
e assim hei de ser
para matar minha sede
de ti.

***


Vestuário

 

Roupas, roupas,
vestimentas,
enganos do corpo,
engodos, farsas.
Panos, panos,
linhos grossos,
fininhos,
obstrução de caminhos...

****

Chuva

 

Um corpo na mesa -

e lá fora o dia chora

águas de tristeza

 

 ***

Áurea


Faço poemas
em versos negros
e versos brancos
para que todo poema
seja livre.

 

 ***

Realeza

Por que em tudo quanto vejo cuido vê-la?
Por que não fico um segundo desta vida
sem pensar na minha amada e esquecê-la,
se é uma jóia que pra mim está perdida?

A cada fim-de-semana tão sofrido
me transformo nas flores que lhe oferto,
mágica forma que creio ter aprendido
para vê-la, pra senti-la, pra estar perto...

Abdico hoje da tristeza,
do sofrer e da amargura abdico,
qual um rei que não quer na dor a realeza.

E como antes para tê-la eu me dedico,
para ser rei, mas rei feliz e tenho certeza:
quando a tiver, serei de todos o mais rico!

***

Insurrecto

 

Misérrima
vida
de favela
que vivi.
Desvalida
vida ávida,
desprovida,
vida sem brio,
sob pontes,
sobre rios...
Vi-a vil,
hostil,
dividida.
Quisera vê-la
à luz de velas,
baixelas...
Ah! Vida vil,
vil vida.
Viu vida mais vil?
Viu?
Ó Orco!
Ao me vires,
vil verme,
ousarei vê-la
in extremis
à luz de velas!

 ***


Fantasia


Para Rosangela de Fátima

Ó bela Flor, purpúrea, serena,
de sutil formosura, eflúvio de rosas...
Desvelada Flor, sublime, amena,
mescla escarlate das veias ardorosas.

Ó infinita Flor, plácida, aérea,
rubra Flor dos meus anseios...
Visão indelével, magicamente etérea,
lampejo de cor dos devaneios...

Ó Ros'angelical, rósea Flor mirim,
fulgente glória dos meus sonhos,
cobre-me com pétalas carmim!

Ó majestosa Flor, pujante e sincera,
sê real! Dissipa a névoa do medonho,
ó inefável Flor de Quimera...

 ***


Invólucro

 

Idiota! Não vês que nada és?

Apenas fina capa bolorenta te protege

da podridão. Vermes famintos te rodeiam.

Ignoras que num lance mágico, num segundo apenas

cai por terra toda a altivez e o belo

papel-presente revela a fétida massa?

O gosto amargo do fel, a visão incerta,

o entortar das pernas, o descontrole total...

tudo é inevitável!

Mais dia menos dia serás presa fácil:

o tempo é impiedoso.

O trágico fim independe de tua vontade.

A arrogância que despejas não passa

de faceta inútil das tuas diversas faces

vãs e mundanas.

Ao sol poente, o rosto murcho e os ossos corroídos

doerão mais do que naqueles que tiveram

a precaução e o bom senso de serem

simples e ocultos.

Restarão teus lindos cabelos...

E que utilidade terão teus cabelos, fios

órfãos e subterrâneos, dispersos, opacos

sobre os ossos?

 

****


Prisão e liberdade

À noite, o rosto nas grades da janela
do colégio interno onde estudava,
perguntei ao padre que cidade era aquela,
toda escura, de onde nada se escutava.

Aos domingos, muita gente lá passeia
e outras, brancas, imóveis _ serão guardas?
Em novembro de flores fica cheia
e de velas as finas ruas enfeitadas.

_ Que cidade é esta, diz pra mim,
que me atrai com seus noturnos mistérios?
O padre me olha sério e diz por fim:

_ Ali moram reis e rainhas de finados impérios,
ricos, pobres, crianças, todos que dormem, enfim...
Aqueles muros brancos, filho, são os muros do cemitério.

***


À minha mãe

Quisera hoje ver-te, ó mãe querida,
contigo estar no meu torrão
e te contar da minha Vida,
da dor que me aperta o Coração.

Quisera alegrar teus olhos cansados,
curar da falta a grande ferida
que te faço e me fazes. Já quebrados
os meus planos, minh`alma está partida.

É tão longa a distância, mãe amada,
que me consola esta página amarelada
onde me debruço a chorar o meu tormento.

Contudo, mãe, se são desfeitos os meus planos,
meu Coração, mesmo entre tantos desenganos,
tanto te ama e não te esquece um só momento.


***


Classificado

Contrata-se um assassino, um matador de aluguel
que tenha na profissão bastante experiência.
Deve ser frio, calculista, insensível e cruel.
Exige-se carta de referência.

Quem o trabalho puder assumir,
favor encontrar-me na mais triste praça.
Direi que a vítima não vai reagir,
que é homem semimorto, descartável e sem graça.

Mas que seja certeiro o tiro ou o golpe do punhal:
não quero que o ferido se arrependa.
Melhor no coração, pra ser fatal.

Depois, já não haverá dor ou ferida.
E que o contratado não se surpreenda
ao saber que o pagamento é a minha vida.


***


Terapia do riso absurdo

Contraídos o risório e o zigomático,
explode em ti sonora gargalhada.
Do veneno do teu riso tão elástico
minhas cordas também são contagiadas.

Tudo em ti é motivo de euforia
e até o vento faz-me cócegas passando.
De tudo rimos e na falsa alegria
o teu riso com o meu riso vai rimando.

Com o riso tu me enganas e eu te engano.
Se sorrimos, damos bah! para a tristeza.
Riamos, que o riso encobre o dano.

Devemos rir, pois só o riso nos sobeja.
Serão bobos? vão dizer. Somos insanos!
E talvez rindo, a triste Morte não nos veja.

***

Substância

Para Rosangela de Fátima


Encontro-me tantas vezes pensando em ti
e visualizo tua perfeita forma de mulher,
o dia a aflorar-te nos lábios de veludo,
a noite a escorrer-te pela seda dos cabelos.
Se estás longe de mim, dia após dia
transformo-te na delícia do fruto que aprecio,
no frescor da água que me sacia a sede
e na substância, enfim, que me permite o amanhã.
Posso te sentir na suave brisa matutina,
nos primeiros raios do sol que me aquecem
e ouso ver-te em cada objeto, em cada rosto,
em cada gota de orvalho da verde grama
e no ruflar das asas das andorinhas...
Sou pequenino ante tua presença
e obscuro na tua transparência,
mas meus olhos mantenho cerrados
enquanto o dia corre,
enquanto a hora vital não chega,
até que te encontro, nascida do nada,
florescida, cristalina ante meus olhos,
e bebo da taça dos teus lábios
e aqueço-me do sol do teu sorriso
e me desfaço em infantil alegria...
E vão-se do meu rosto a sombra e a amargura
e tudo o que me faz sofrer quando não te tenho.
Onda que vem
e que vai
e vem novamente
e torna a partir,
mas que não escoa nunca,
neste oceano de delícias que é o teu corpo,
que banha o meu corpo,
que faz nascente o sol no meu rosto.
És a delícia, a doçura dos meus dias
e a cada hora te espero
para reinar sempre em minha vida.


***




Remisson Aniceto


http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=3785

http://www.apoesia.net/index.php?option=com_comprofiler&task=userProfile&user=162

http://www.sonetos.com.br/busca.php

http://www.leialivro.sp.gov.br/texto.php?uid=15095

http://recantodasletras.uol.com.br/resenhasdelivros/729888

http://www.gargantadaserpente.com/toca/poetas/remissonaniceto.php

http://www.avspe.eti.br/avspe2008/remisson/indice.html

http://cinosargo.bligoo.com/content/view/241769/Poeta_Aniceto_Remisson.html







Sobre a poesia de Remisson Aniceto:




Belo Horizonte, dezembro de 1999

Mesmo afastado das salas de aula há duas dezenas de anos, ainda recebo muitos textos para avaliação, a maioria sem qualidade. No último janeiro (já estamos no Natal) descobri quase uma centena de poemas assinados por Remisson Aniceto, nome até então totalmente desconhecido para mim. E o autor roga que eu lhe escreva algumas linhas, o que, após ler sua poesia, não me é nenhum sacrifício.
Confesso que há muito não me interessava pela poesia, mas após me alimentar de tão belos textos meu gosto se renova. É verdade que fui atraído pela essência, pelo tempero, e não pela forma que, cá entre nós, não deixa muito a desejar, não.
A poesia deste autor não parece ser puramente confessional, tampouco assintomática. Entretanto, se não retrata totalmente as suas vivências, também procura se valer do real, às vezes. É como se o olhar do poeta se incorporasse ao olhar dos transeuntes - não à revelia do primeiro - e ele se visse através do observador e se descrevesse. Assim, se de início nos parece uma artimanha do poeta para se descompromissar de sua poesia, nessa concepção a sua poesia é ele mesmo, analista do olhar cotidiano que o observa.
Ouso dizer, ainda, que os poemas menores, pouquíssimos, não comprometem a excelência da maioria dos textos deste autor que, através da poesia, almeja ser o que não foi, fazer o que não fez, ter o que não teve... Sonho de quase todo poeta.
E como, constantemente, sou atacado pela fome do indissolúvel e pelo desejo do impalpável, recorro aos seus poemas e me sacio. Delicioso néctar da imaginação!

Antoine Verger
Professor e crítico literário




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Beba!
Água potável!
Coisa mais difícil é opinar sobre uma obra engendrada por seu amigo.
Se não agradou, como falar mal de um filho para o pai?
Se agradou, como exprimir-se na intensidade adequada e justificarseu parecer?
E põe dificuldade nisto se for poesia!
É um desafio que sempre enfrentei. Os muitos anos (quase trinta), diaa dia, vividos na tentativa de interpretar para os alunos as contribuições quea arte literária já firmada pela cultura pode trazer a cada pessoa, em vez de insensibilizar criaram uma inquietude. Confesso que ao encontrar alguma mina nova aflorando a terra, tentando abrir um sulco para expor-se como água de beber, tenho sede e sempre experimento, até com um ar de obrigação.
É o caso de Remisson. Li, digerindo, uns 50 poemas seus. É terra privilegiada que absorve todas as chuvas. Sinto infiltrando-se nele águas do Romantismo, do Parnasianismo, do Simbolismo (mais Alphonsino que Cruzeano) do Augusto inclassificável dos Anjos desangelizador e até jorros da bilha do Fernando português. Mas, não só. Há chuvas de todos os climas e estações. Mas tudo sai a seu modo, à sua pessoa. Repito: é terra fértil, não porosidade filtrante.
Remisson tem tudo de nascente: filtra, enriquece, mistura, alquimiza. Como todo mundo, adota calhas, mas o faz com arte e competência, sobretudo as do soneto. (Acho, aliás, que todo bom sonetista é sempre um grande poeta). A prova disto é que a água corre, mineral, cristalina, leve, surpreendente, medicinal. Pode beber. Em algum local psíquico, em algum momento sedento, vai lhe fazer bem.


Prof. João E. Magalhães - Literatura
Colégio Stella Maris (SP)
Agosto de 2001




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São Paulo, 20 de junho de 2006

Caro Remisson,


Demorei para responder, porque minha agenda não é nada fácil.
Fui lendo um dia uma coisa, outro, outra. Como o meu conhecimento de poesia é limitado (sabe que nunca fiz uma só em toda a minha vida?) fui pelo impacto que os textos me produziram. De uns gosto mais, de outros menos. O essencial é que uma pessoa tenha a ousadia de fugir da mesmice do dia-a-dia, do tédio da rotina, procurando criar. A criação é o que fica, nos justifica. Textos, sejam poemas, contos, crônicas, ou o que for têm sua vida própria e atingem os outros de maneira misteriosa e mágica. Gosto de uma coisa, o outro detesta essa mesma coisa. Essa variedade é que torna o escrever fascinante. Lendo um poema como Transição, por exemplo, me vem à mente a poesia de Augusto dos Anjos, autor que rompeu com tudo e formou a cabeça da minha geração. E quando deparo com Vizinho ilustre, sinto em você uma guinada. Muito diferente dos poemas anteriores. Muito forte. Poucas palavras e muita ironia. Este poema define o criador. Vemos o que não estamos vendo. Em O amante você faz o que todos fazemos com a criação. Desafiamos a morte. Ela que venha, que nossos textos nos tornam imortais. É uma auto-confiança enorme, e quem escrever precisa disso. Bem, quando cheguei em Convite, não gostei. Meio chavão, meio clichê. No entanto, em Invólucro, você cresce, domina, extrapola, envolve, aterroriza. Belo, belo! Nova Era é um momento de ternura. Necessário. Quanto a Cara de pau é perfeito. Diz o que muita gente quer dizer e não sabe. Ótimo. Em O eu anômalo entra o sarcasmo, a auto-ironia, a auto-crítica. Muito bons ainda Prisão e liberdade e Só o tempo passa.
O que citei foi o que mais me capturou. Mas quero adiantar que cada leitor é um leitor diferente. Quero afirmar que você precisa escrever, deve escrever, não pode parar de escrever, porque dentro de você está um vulcão em erupção, está um homem com visão de mundo e de vida, um homem inconformado e rebelado. E a poesia é a forma de colocar para fora tudo isso. Para que os outros partilhem.
Grande abraço do

Loyola Brandão

Ignácio de Loyola Brandão nasceu em Araraquara (SP) em 31 de julho de 1936. É autor de Cadeiras proibidas, Zero, Não verás país nenhum, Cuba de Fidel, O beijo não vem da boca, Veia bailarina, entre muitos outros livros.



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Quem anda por uma cidade do Brasil ou de outras partes do mundo, não raro descobre cheio de surpresa e encanto, algum jardim que toca a emoção e evoca a sensibilidade para o belo, perdida em meio aos seus edifícios cinzentos. Mas, pedacinhos de beleza envolvidos pela agressividade do ambiente não são exceções. Ao contrário, se ali se apresentam é justamente porque arquitetos e urbanistas compreendem que a vida não pode ser feita apenas de competência, competição e precisão, mas por momentos de poesia, instantes de encantamento.
A surpresa acontece, entretanto, quando esta ou aquela flor teima em brotar no vão estreito da calçada quebrada, quando entre ruínas de construções inacabadas aparece uma linda surpresa da grama teimosa, a ousadia do verde ramo, ali impossível. Foi por acreditar na singularidade dessas surpresas que li com interesse crescente essa sensível obra do Remisson Aniceto. Conhecendo-o em sua atividade profissional, jamais o imaginei poeta e assim quando seu verso me deixou, bati um primeiro olhar como se nada de surpreendente pudesse descobrir. Mas errei. Seus poemas possuem sensibilidade, seus pensamentos envolvem-nos por surpresas. Não sou crítico literário, mas me consola saber que não é essa crítica que o autor solicita. Sou um professor, apenas isso e na simplicidade de minha tarefa de ensinar, cabe espaço para também aprender a fina sensibilidade de uma poesia agreste, de versos que brotam como ramos ousados em meio a dureza escaldante do asfalto. Valeu, poeta.

Prof. Celso Antunes

Celso Antunes nasceu em São Paulo em 1937. É bacharel e licenciado em Geografia pela Universidade de São Paulo, mestre em Ciências Humanas e especialista em Inteligência e Cognição, além de Técnicas de Ensino e Aprendizagem, membro consultor da Associação Internacional pelo Direito da Criança Brincar, reconhecida pela UNESCO. É autor de cerca de 180 livros entre didáticos, paradidáticos e de divulgação de métodos pedagógicos e também consultor de diversas revistas especializadas em ensino e aprendizagem.

 

 

Natural da cidade de Nova Era (Aleixo), MG, Brasil. Nascido em 16/04/1962
POESIA PARA O MUNDO


Remisson Aniceto nasceu em Nova Era, pequena e aconchegante cidade do interior de Minas, próxima à Itabira de Drummond. Desde muito cedo tomou gosto pela leitura, incentivado pelo seu pai que não dispensava nem bula de remédio. Arredio como bicho do mato, escondia-se entre as árvores do quintal sempre que sua família recebia visitas. Ali, ficava lendo horas a fio. Começou a escrever aos oito anos e pouco depois lia alguns clássicos na biblioteca pública (não tinha condições de comprar livros). Dessa forma conheceu Machado, Cecília, Sabino, Quintana, Pessoa, Eça, Goethe, Rilke, Garcia Marquez... Seu namoro com a leitura e a escrita auxiliou muito na sua integração social. Sempre imaginou que algum dia atravessaria as montanhas para ver o Drummond - afinal, moravam bem próximos - mas, como ele já havia advertido bem antes, "tinha uma pedra no meio do caminho". Alguns anos depois, em 1987, o poeta viajou e nunca mais reapareceu. Mudou-se para São Paulo em 1979, à procura de trabalho. Em 1983 o jornal A Gazeta Esportiva, de São Paulo, publicou um poema seu e em 1984 e 1985 foi premiado nos Concursos de Contos e Poesias da CMTC (SP). Nos anos seguintes continuou escrevendo - principalmente poesia - e em 2006 conseguiu o 2º lugar no Prêmio Cataratas, da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu (PR), com a poesia "Transição" e uma menção honrosa no Prêmio Cidadão de Poesia, de Limeira, com o mesmo trabalho. Em seguida, outra menção honrosa com o soneto "Classificado", no Prêmio Filogônio Barbosa (ES). Sua poesia "Herança" também recebeu o prêmio de edição no Prêmio Valdeck Almeida de Jesus de Poesia 2007, cujo livro está no prelo. Suas resenhas no site www.leialivro.sp.gov.br são muito comentadas e lidas nas rádios da Rede USP (SP). Sempre que tal acontece, recebe livros à sua escolha. De 1982 até 2002 teve poesias suas divulgadas em quatro coletâneas, ambas esgotadas. Alguns sites e jornais de pequenas tiragens já estão divulgando seu trabalho. Descoberto o caminho, agora é prosseguir.


Tags: remisson aniceto

Publicado por gala2 @ 3:01  | POEMAS
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