O que tu nunca saberás
O que tu nunca saberás…
Pendurada minha mirada,
palpita desquiciada minha alma.
A noite transita na nudez de meu alento
e volto a encontrar-me com meus escuros pensamentos.
Urgente minha voz,
a gritos soluço sua dor.
O eco triste persiste…
Eu pensei que teu amor era viável.
Verto-me sobre tua sombra vadia
escutando o silêncio que me sabe a nada.
Deslizando entre teus esquivos braços
suplico asilo em teu regaço,
ainda que seja em vão a invocação
que te faço,e a sós exale o último suspiro do aquele febril verão.
Não tentarei apagar o passado.
Nem os belos momentos que passei a teu lado.
Fingirei um sorriso ao ver-te passa.
Afogarei minhas ilusões imaginando-te amar.
Fecharei os olhos por trás dos véus de minha janela…
e tentarei percorrer os predios de tua alma.
O que tu nunca saberás...
***
Lo que tú nunca sabrás…
Colgada mi mirada,
palpita desquiciada mi alma.
La noche transita en la desnudez de mi aliento
y vuelvo a encontrarme con mis oscuros pensamientos
urgente mi voz
a gritos sollozo su dolor.
El eco triste persiste…
yo pensé que tu amor era factible
me vierto sobre tu sombra vaga
escuchando el silencio que me sabe a nada
y deslizando entre tus esquivos brazos
suplico asilo en tu regazo
aunque sea en vano la invocación que te hago
y a solas exhale el último suspiro del aquel febril verano.
No intentaré borrar el pasado
ni los bellos momentos que pasé a tu lado
Fingiré una sonrisa al verte pasa,
ahogaré mis ilusiones imaginándote amar,
cerraré los ojos detrás de los velos de mi ventana…
e intentaré recorrer los predios de tu alma.
Lo que tú nunca sabrás...
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